MDR1 – UM ASSASSINO SILENCIOSO

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Wicani What´s New Pussycat - MDR1 (+/+) Cr. Pr. Angela Harvey Copyright©

A maior parte das pessoas que conhece a raça collie conhece a sua hipersensibilidade a certos medicamentos e partem do princípio que desde que tais substancias não sejam administradas aos seus exemplares, poderão ter vidas normais. Será assim tão linear?

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A sensibilidade relacionada com o gene MDR1 foi descoberta por acidente num laboratório onde se efectuavam algumas experiencias com ratinhos. A uma família deles foi lhes retirada a p-glicoproteína experimentalmente. Os indivíduos faziam a sua vida normal e reproduziam-se. Até que certo dia houve ma infestação por ácaros e as gaiolas foram pulverizadas com ivermectina. No dia seguinte todos os ratinhos haviam morrido. Esses ratinhos eram MDR1 (-/-).

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Desde essa altura descobriu-se que a maioria dos collies é MDR1 (-/-) e tem-se descoberto diversas substâncias fatais para eles, não só a ivermectina. Mas basicamente o que faz a P-Glicoproteina segregada por esse gene? Ela é responsável pela remoção de metabolitos tóxicos para longe do cérebro e para fora do organismo. E é também responsável pelo transporte do cortisol endógeno no plasma. Se o cão for MDR1 (-/-) está mais sujeito a intoxicações e a stress (visto que o cortisol é a hormona do stress). Os collies MDR1 (-/-) tendem a padecer de problemas a nível do fígado visto que é o órgão desintoxicador por excelência do organismo. Estudo levados a cabo na Universidade de Giessen comprovam este facto.

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O Prof. Dr. Geyer dessa mesma Universidade revelou que até mesmo as placentas das cadelas MDR1 (-/-) funcionam de modo diferente, permitindo a passagem de medicamentos e tóxicos com muito mais facilidade para os fetos.
Conhecem-se actualmente dezenas de substâncias a que os cães MDR1 (-/-) são sensíveis e a lista não pára de aumentar. De salientar que a maioria dos collies MDR1 (-/-) melhoram muito sua qualidade de vida quando deixam de comer ração rica em químicos e conservantes e passam a se alimentar de alimentos frescos (carne e arroz ou massa, por ex.).

Os collies MDR1 (-/-) padecem frequentemente de episódios de intoxicação hepática e seus valores deveriam ser monitorizados em caso de antibioterapia ou corticoterapia prolongadas.

Um portador são MDR1 (+/-) é praticamente imune a essas substancias e pode ser lhe administrada ivermectina que não passa de uma indisposição, não lhe é fatal. Um collie MDR1 (+/+) é normal. Este gene é mutante e recessivo, apenas um teste genético pode determinar se o seu collie é mutante MDR1 (-/-), portador MDR1 (+/-) ou normal homozigótico MDR1 (+/+)

Para uma lista não exaustiva de medicamentos potencialmente perigosos para os collies, consulte aqui

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No passado pouco ou nada se sabia sobre a sensibilidade dos collies aos medicamentos. Este gene mutante era desconhecido. Mas agora felizmente já sabemos muita coisa e sabemos sobretudo que é um gene mutante fácil de erradicar de uma linha de criação de collies. Existem testes a preços acessíveis à disposição do médico veterinário e do criador. Para mais informação sobre estes testes ou sobre este gene mutante contacte o Collie Clube de Portugal.

Traduzido do original de Angela Harvey (Wicani Collies - UK) por Sofia Marques (médica veterinária)

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